quinta-feira, 31 de julho de 2014

Pensamento de São Camilo



Bom dia meu irmão e minha irmã!

“Deus quer que sirvamos, que consolemos, que ajudemos aos que sofrem, sem distinção de pessoas. Antes, vamos mais prontamente aos mais pobres e abandonados, para ajudá-los e assisti-los até o fim”.

Para fechar o mês de S. Camilo, vai aí mais um pensamento típico de gente santa. Normalmente, nós que andamos um tanto longe da santidade, escolhemos as pessoas mais agradáveis para servir, enquanto que as chatas e rabugentas as esquecemos e até ignoramos.

Lembro aqui do jornalista que foi dizer a Madre Tereza de Calcutá que estava cuidando de um doente mal cheiroso, que não faria aquilo nem por mil dólares. A Santa disse que também não o faria por mil dólares. Diante disso o jornalista insistiu perguntando por que o fazia então? Ela respondeu que fazia aquilo por amor a Deus e às pessoas.

Neste tempo em que se briga para superar racismos e discriminações, a orientação do nosso Santo revela toda a sua atualidade. Camilo chama os seus a ajudarem a todos sem distinções. Se uma distinção pode ser feita é em relação aos mais pobres, pois eles necessitam mais dado a sua indigência.

Por que essa orientação? Enquanto os ricos e mais bem de vida possuem condições financeiras e gente para atendê-los, os pobres e indigentes, por vezes, não possuem nem uma e nem outra. Por isso mesmo, Camilo recomenda que se alguma distinção deva ser feita que se atenda mais prontamente os mais pobres, pois eles têm mais necessidade de ajuda.

Importa perceber que em momento algum ele recomenda que os ricos não devam ser atendidos. Muito menos incita os seus contra os ricos, que por vezes são mais pobres do que os pobres de bens materiais, pois alguns deles andam longe de Deus enquanto os pobres, na sua maioria, andam muito ligados a Ele.  

Camilo ousa pedir que se ajude os necessitados até o fim e não uma vez apenas, como costumeiramente fazemos, muitas vezes para nos livrar deles. Pede que façamos uma caminhada de escuta atenta e serviçal até o fim da vida, sempre que necessário e possível. Pede, em suma, que os ajudemos a viver e a morrer bem.  

Peçamos a graça de colocar em prática essa sábia e santa orientação de Camilo de Lellis, para edificarmos uma sociedade mais justa e mais fraterna.


Um abraço fraterno,




Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Pensamento de São Camilo

Bom dia meu irmão e minha irmã!

“Os hospitais são o mar pequeno e o Mediterrâneo, mas a assistência a domicílio é o oceano sem limites e sem fundo, porque em toda a parte do mundo se morre”.

Queridos leitores! Eis como pensa um homem que ama a Deus apaixonadamente e descobre no serviço aos enfermos o tesouro visível, palpável e carente de cuidados. Não se contenta com pequenas ações pontuais, mas pensa os necessitados em todos os locais e corre para alcançá-los com suas mil mãos servidoras.

Pensar nos doentes que havia nos hospitais já era um desafio não pequeno para S. Camilo e seus companheiros, que não eram tão numerosos. Camilo colocava o sonho de atender a todos, nos hospitais e casas, para motivar os seus à generosidade e à criatividade a fim de atrair muitos para a sua escola de caridade. Atraia gente para servir como sacerdote, como religiosos e também como leigos.

Juntamente com o seu ideal sonhado vinha o exemplo de dedicação caridosa de Camilo e seus companheiros junto aos doentes e moribundos. Diante desse testemunho visível, muitos jovens e adultos sentiam-se motivados a engrossar as fileiras camilianas para o exercício vivo da caridade.

Além disso, quando não eram mais desejados em algumas instituições, como de fato aconteceu, Camilo os motivava a não desanimarem dizendo que doentes para servir não havia apenas naquelas unidades hospitalares, mas nas residências do mundo inteiro, e não eram poucos. Por isso mesmo, quando não eram mais desejados em algum hospital, Camilo apontava imediatamente outro ou famílias que os apreciavam e os desejavam muito.

No final do seu pensamento ele diz que em toda parte do mundo se morre. Por que fala assim se os Camilianos têm a missão de cuidar dos doentes? Na verdade, os seguidores de Camilo além de cuidar dos enfermos para que recuperassem a saúde davam atendimento aos moribundos. Eram chamados nos hospitais e casas para cuidar dos enfermos e para ajudá-los a bem morrer.  Por conta disso, no início o grupo de Camilo era chamado de Padres da Boa Morte. Só bem mais tarde é que recebem o título de Ministros dos Enfermos (MI).

Caríssimos leitores! Nós que possivelmente descobrimos esse tesouro de serviço aos irmãos enfermos nos hospitais e residências, podemos cultivar o sonho de atender a todos com os nossos braços e com os de muitos irmãos e irmãs que poderão ser atraídos pelo nosso testemunho vivo. Diante de algumas portas que podem fechar-se não é interessante ficar aí a esmurrar as mesmas, mas olhar para as mil necessidades dos nossos irmãos em outras instituições, residências e periferias da vida, onde somos aguardados como terra seca, que anseia pela chuva.


Um abraço fraterno e terapêutico, 




Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR

terça-feira, 29 de julho de 2014

Pensamento de São Camilo

Bom dia meu irmão e minha irmã!

“Cada um peça a Deus a graça de um afeto materno para com o próximo, a fim de podermos servi-lo com toda caridade na alma e no corpo. Pois, com a graça de Deus desejamos servir a todos os enfermos com aquele amor com que uma mãe amorosa costuma assistir seu único filho enfermo. É o nosso principal escopo: assisti-los, ainda que sejam acometidos de peste, na alma e no corpo, com especial fervor de caridade”.

Todos nós temos ideia do que é o amor de mãe. Os que não possuem pior para eles, pois a sua falta é sentida a vida toda. Aliás, quantos problemas algumas pessoas vivenciam por rejeições e outros modos de negação do amor materno! A falta do amor paterno é sentida, mas muito mais a falta do amor materno.

Camilo, que teve o privilégio de uma mãe amorosa sabia muito bem do que estava falando quando incentivava os seus a pedirem a Deus a graça de um afeto materno para com o próximo. Por experiência sabia que a mãe não dorme enquanto não vê o filho asseado, alimentado e em segurança. Quantas mães não dormem enquanto o filho não chega em casa!
Quando o filho fica doente, ela redobra de cuidados para que o seu rebento se recupere e possa sorrir para ela e para o mundo. Cuida dos mínimos detalhes para que o seu bebê fique confortável, aquecido, alimentado, cresça com saúde e alegria e, consequentemente possa ser feliz, fazendo os outros felizes.

Normalmente uma mãe amorosa não cuida apenas das necessidades físicas do seu filho. Ela cuida das suas necessidades físicas, sociais, psíquicas e espirituais. Em suma, ela cuida do filho com todas as suas necessidades fundamentais para que cresça uma pessoa equilibrada.

Camilo deseja, portanto, que os seus seguidores cuidem do homem todo com zelo materno. Por isso mesmo que insiste, no início da sua obra, no serviço completo. Queria que os camilianos cuidassem de tudo no hospital para dar ao enfermo o melhor que a mãe amorosa sabe dar ao seu filho doente. Claro que com o passar do tempo entendeu-se que isso não era possível dado o número pequeno de Religiosos. Em tudo isso, o mais importante é sentir o seu sonho, ou seja, que cada um dos que servem o doente deve fazê-lo com amor de mãe amorosa, não importando se são padres, religiosos (as) ou leigos. 

Camilo não ficou no sonho, mas ele mesmo cuidava dos enfermos com zelo materno. Por isso, com toda a autoridade de quem dá testemunho, rezava para que os seus seguidores descobrissem essa pérola preciosa, ou seja, Jesus em cada doente, e pudessem ter esse amor materno por eles. Além de ele pedir essa graça a Deus ensinava ao seu seguidor pedi-la também, pois a graça pressupõe a natureza que a acolhe, ou seja, ela não entra na vida de quem não a deseja.

Por isso, meus queridos leitores, se vocês desejam ter esse amor materno para cuidar dos irmãos e das irmãs enfermos, saibam que S. Camilo intercede junto a Deus para que vocês recebam essa graça de cuidar bem dos sofredores.


Um abraço camiliano, 



Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR

Pensamento de São Camilo

“Esta cruz vermelha deve fazer-nos pensar que somos todos vendidos e consagrados ao serviço dos pobres enfermos. Esta Cruz quer também significar que o nosso Instituto é uma Instituto de Cruz, isto é, de fadiga e sofrimento; quem quiser trilhar o nosso modo de vida disponha-se a abraçar a Cruz, abnegar a si mesmo e seguir Jesus cristo até a morte”.

A mãe de Camilo, Camila Campelli, durante a gravidez dele, num sonho, viu o filho liderando um grupo de meninos que carregavam uma cruz por divisa. Interpretou o sonho como sinal de que o seu filho seria o líder de um grupo de malfeitores. Por conta disso, viveu com certa apreensão quanto ao futuro do seu filho.

Quis Deus, que o sonho da mãe tivesse um significado positivo, ou seja, que fosse a marca dos Ministros dos Enfermos, isto é, os servidores dos doentes e sofredores. Uma vez que Camilo criou o seu grupo, pediu ao Papa Sisto V a permissão para usar a cruz vermelha sobre a batina e o manto, como sinal do seu carisma de servidores dos doentes e, ao mesmo tempo para terem uma identidade própria.

Camilo orgulhava-se dessa identidade, mas não deixava de informar a todos os que quisessem pertencer ao seu Instituto que carregar aquela divisa não era apenas uma honra, mas um sinal de que aquela pessoa que o usasse de modo correto estava dizendo a todos que ela era consagrada a serviço dos enfermos. Portanto ela não era mais dona de si, mas ela pertencia aos doentes. Os doentes eram os seus verdadeiros donos. Eles podiam pedir e o camiliano devia atendê-los em qualquer dia e a qualquer hora.

Não se trata, portanto de um amuleto para dar sorte, como tantos que andam nos pescoços do povo. Ele mostra a identidade daquela pessoa que o carrega. Pode ser padre, Religioso (a) ou leigo.  Uma pessoa que carrega essa cruz com dignidade ela possui o espírito de S. Camilo, ou seja, um grande desejo de servir os doentes nos hospitais e nas casas.

Além disso, é capaz de grandes sacrifícios para tornar vivo e atuante esse espírito camiliano. Mesmo que lhe custe enfrentar obstáculos de diversas naturezas, o amor ao Cristo que ela visualiza em cada doente a levará a avançar no exercício da caridade onde os doentes necessitam.

Quem quiser abraçar a Cruz de S. Camilo com toda a dignidade, deve estar sempre com a cabeça direcionada para Deus e as mãos abertas para acolher e servir os doentes, vendo em cada um deles o rosto de N. Senhor Jesus Cristo. Nesse sentido a Cruz Vermelha é apenas um sinal da pessoa mesma. Ela é uma Cruz Humana inflamada de amor a Deus que se faz serviço nos filhos de Deus sofredores.

Você quer usar a Cruz de São Camilo? Se há sacrifícios, confesso que as alegrias são bem maiores.


Um abraço de uma Cruz Camiliana, 



Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR

Pensamento de São Camilo

“Se nós pensarmos NELE e nos seus pobres, Deus pensará em nós e não nos deixará faltar as coisas temporais. Confiemos na Providência de Deus, que nunca abandona os seus servos em suas necessidades. Deus que dá ouro e prata também aos infiéis, não faltará de prover as nossas necessidades”.

Quanta confiança em Deus expressa esse modo de pensar! Acredito que nós religiosos e também os leigos, precisamos pedir um pouco dessa confiança em Deus expressa por Camilo. Nós chegamos a guardar muitas coisas e muitos bens pensando na nossa segurança e no nosso futuro. Claro que precisamos de alguma coisa, mas mais do que algumas coisas necessitamos de uma grande confiança em Deus Pai que cuida dos pássaros e veste de forma esplendorosa as ervas do campo, que hoje existem e amanhã já estão murchas.  Quanto mais Ele cuida de nós!

São Camilo inundado de confiança em Deus pensava o tempo todo em Deus e nos seus pobres. Confiava inteiramente na Providência de Deus. As dívidas não eram pequenas, mas não perdia o equilíbrio diante das dificuldades e problemas. Fazia tudo o que estava ao seu alcance e confiava a Deus o cuidado da sua plantinha da caridade, que começou com cinco pessoas.

Pouco a pouco ela foi crescendo em número de religiosos e em obras de caridade que foi tomando a Itália e a Europa. A cruz vermelha dos padres da boa morte, nome com o qual os camilianos foram chamados no seu início, foi entrando no coração da comunidade como um sinal de amor de bondade junto aos que sofrem nos hospitais e nas casas.

Havia noite que os religiosos não possuíam pão para comer. Porém, na hora do jantar sempre aparecia alguém trazendo donativos e pães para saciar a fome de todos. Com isso Camilo motiva os seus a confiarem inteiramente em Deus e na sua Providência.

Peçamos a Graça de confiar muito mais em Deus. Claro que devemos confiar nas capacidades que Ele colocou em nós ao nos criar, mas não podemos esquecer que ele as confiou a nós para servirmos os outros, especialmente os seus pequeninos, isto é, os pobres. 

Ao cuidarmos dos seus filhos mais pequeninos o seu coração se encherá de alegria como o da mãe que vê o pai ou o filho mais velho cuidando do filho ou irmão mais pequenino. Certamente a alegria de Deus se derramará sobre esse cuidador com grande largueza e generosidade, provendo todas as suas necessidades.


Um abraço fraterno, 



Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR

Pensamento de São Camilo

“Consideremos as nossas coisas como se fossem dos pobres: somente aquilo que tivermos dado a eles, será nosso! Se colocamos o pão nas mãos dos pobres, encontrá-lo-emos na eternidade nas mãos de Cristo”.

Eis aqui mais um grande desafio proposto pelo nosso Herói da Caridade. Atualmente, observamos que a maioria do nosso povo é educado para tomar posse das coisas e não para abrir mão delas. O pensamento de Camilo coloca-nos diante de uma nova orientação cultural. Orientação essa que nos conduz contra a corrente. Pela nossa experiência não é fácil nadar contra a correnteza. Requer do nadador força dupla para vencer a corredeira que vai nos conduzindo contra a nossa vontade.

São Camilo orienta-nos para que consideremos as nossas coisas como se fossem dos pobres. Como chegar a fazer isso sem que haja uma força impositiva que vem de fora de nós, dado que por natureza somos egocêntricos e um tanto egoístas? A nosso ver o Evangelho nos ensina como fazer isso. Necessitamos criar no nosso coração um grande amor a Deus. Cheios do amor a Deus nós beberemos avidamente a sua Palavra. No coração da sua Palavra descobriremos que tudo o que fizermos a um irmão ou irmã pobre, Deus o considera feito a Ele. Movidos pelo amor a Deus seremos capazes de abrir mão de todas as suas coisas em favor deles.

Muito mais do que abrir mão das nossas coisas seremos capazes de fazer o que os namorados apaixonados fazem, isto é, consagrar todo o nosso ser a serviço dos mesmos. Se ainda não estivermos convencidos disto, basta que meditemos a vida dos Heróis da Igreja, isto é, dos nossos Santos.

Vejamos S. Francisco que renunciou toda a riqueza do seu pai Bernardone, inclusive as suas próprias vestes. Após essa renúncia chocante para os seus familiares ele se consagrou inteiramente aos pobres e leprosos.  Olhemos um pouco o nosso santo dos doentes que saía pelas ruas a pedir esmolas para a manutenção da comunidade, mas chegava em casa sempre de mãos vazias pois acabava distribuindo aos pobres que existiam em todas as esquinas da Roma.

Somente esse grande amor a Deus nos capacitará a marchar contra a cultura do ter sempre mais, que vai escravizando o coração do ser humano e tornando-nos menos felizes. Somente um grande amor a Deus nos levará a abrir mão de algumas coisas e de um pouco de nosso tempo para fazer alguém feliz. Somente um amor imenso a Deus nos levará a abrir mão de tudo e de todos para na liberdade consagrar-nos inteiramente aos demais irmãos, especialmente aos mais pobres.

Peçamos a graça de descobrir esse tesouro, mencionado no Evangelho de Mateus (Mt 13,44) que leva o indivíduo a abrir mão de todas as coisas terrenas para adquirir esse tesouro no Céu.


Um abraço, 



Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR

Pensamento de São Camilo

Não somos devedores à carne para vivermos segundo a carne, mas com a força do espírito, seremos donos da nossa vida, mortificando a carne. Deixemos um pouco que o “irmão burro” (o nosso corpo) sofra alguma coisa por amor de Deus”.

São Camilo devia conhecer bem o grande missionário dos pagãos, São Paulo, que orientava os Gálatas (cf Gl 5,13-26) a viver segundo Espírito e não segundo os apetites da carne. Este afirmava que os desejos da carne são contrários aos do Espírito Santo, que busca conduzir, sobretudo, os que foram batizados. Enquanto as obras da carne nos aprisionam as obras do Espírito nos libertam.

Diante disso Camilo afirmava para os seus que não somos devedores à carne para satisfazer todas as suas paixões e cair na escravidão dela e do pecado. O incrível é ouvir cristãos, aparentemente esclarecidos, afirmarem que são livres e atendem a todos os apetites da carne. Não se dão conta que são escravos da carne, que vai apodrecer no cemitério.

Por outro lado incentivava as obras do Espírito, que nos libertam, mesmo que implique algum sofrimento para o burro que nos carrega que é o nosso corpo. Aponta para os seus o caminho da libertação trazida por Jesus e apontado constantemente pelo Espírito de Deus que habita em cada um de nós.

Nesse sentido cabe aos pais e educadores repensar um pouco o atendimento imediato de todas as necessidades físicas dos seus filhos e alunos, que hoje é dado e a negligência no que diz respeito às necessidades espirituais. Nesse sentido estamos falando de liberdade, mas, na verdade, estamos jogando esta geração para a escravidão da carne e, consequentemente, para o sofrimento inútil, ou seja, sem sentido libertador.

Peçamos a graça do crescimento equilibrado entre as exigências corporais justas e as espirituais, que nos abrem as portas para a vida eterna. Para isso, deixemos que o Espírito de Deus nos conduza nos caminhos da verdadeira libertação trazida por Jesus.


Um abraço a você que nos lê, 



Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR

Pensamento de São Camilo

“Deus não olha tanto a grandeza das obras, mas a disposição do coração”.

Quantos homens e mulheres ficam sonhando com grandes realizações. Aliás, sonhar grande é uma das principais recomendações dos gurus do empreendedorismo. Quem se coloca grandes projetos pode realizar grandes obras e aquele que pensa pequeno realiza pouco. Eu também penso assim, mas S. Camilo aponta para outra dimensão que devemos estar atentos.

Numa visão administrativa, pura e seca, importa os resultados. Quanto realizamos, quanto faturamos, quantas cirurgias fizemos, quantos alunos temos na faculdade, quantos formamos, quantos doentes visitamos, etc. Nem sempre nos perguntamos se para chegar a esses resultados levamos em conta os valores evangélicos.

S. Camilo não despreza as grandes realizações, mas chama a atenção para a disposição do coração que realiza pequenas e ou grandes obras. Ele não contrapõe as pequenas às grandes realizações, mas quer ensinar que a disposição do coração que realiza obras é que conta mais.

Além disso, para os sonhadores que ficam pensando em grandes realizações e nunca fazem nada, aponta para o valor das pequenas ações feitas com amor. Quantos homens e mulheres ficam invejando os grandes talentos e possibilidades dos demais e não realizam as pequenas ações que estão a seu alcance! Eles enterram o seu talento e ficam sonhando com o talento dos irmãos.

Com esse modo de pensar, Camilo queria motivar os seus religiosos que ficavam sonhando com grandes coisas enquanto perdiam a oportunidades de dar de comer as um doente que estava faminto. Apontava para a importância de acolher bem os doentes, observar para que não ficassem dobras nos lenções que pudessem machucar os enfermos e limpar bem as latrinas. Mostra que fazer isso por amor a Deus, que vive em cada doente, tem um imenso valor.

Com isso, quer nos ensinar que o que importa mesmo é a intenção com que se realiza isso ou aquilo. Podemos realizar grandes coisas por competição e vaidade ou pequeninas coisas por imposição. Tanto uma quanto outra carecem de motivação evangélica e acabam frustrando o servido e o servidor. Importa realizar movidos pelo amor a Deus que considera feito a si as pequenas ou grandes coisas que realizamos em favor dos demais. Em suma, Deus olha mais o tamanho do coração do que o tamanho da obra.


Um abraço movido pelo amor a Deus que habita em você, 



Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR

Pensamento de São Camilo

“Deus, que nos chamou para esta missão, também nos terá dado um coração firme e estável, capaz de suportar e padecer todas as coisas que servirão para o nosso bem espiritual. Suportar e padecer com perseverança, porque somente será coroado aquele que tiver combatido virilmente até o fim, por amor do seu Senhor” (São Camilo).

O Senhor não apenas chama, mas também capacita para a missão. Camilo comunica a todos os seus seguidores a certeza de que Deus dá aos seus discípulos e missionários as armas necessárias para o bom combate. Não os envia em missão para serem derrotados, mas para serem vencedores, apesar das dificuldades que haverá.

O grande problema que pega nos discípulos de Jesus e de S. Camilo é o da perseverança diante das dificuldades e desafios. Muitas e muitas vezes as dificuldades são apresentadas por nós como motivos para não perseverar, isto é, para desistir da vocação ou da missão que o Senhor nos confia.  Nós imaginamos que o Senhor nos chamou para realizar tarefas fáceis. Por isso, quando aparecem obstáculos fortes, facilmente desistimos.

Olhando para a nossa realidade onde a perseverança está um tanto esquecida e até retirada do vocabulário de muitos irmãos nossos, entendemos ser atual e necessária essa ideia de S. Camilo, que é fundamental perseverar apesar das dificuldades que surgem no decorrer da caminhada.  Nota-se que a procura de facilidades e satisfações imediatas nos fizeram mais parecidos com macacos que saltam de galho e galho e nem tanto com os santos, isto é, homens e mulheres de perseverança, apesar das dificuldades.

O Senhor não nos chamou para realizar tarefas fáceis. Ele disse que era para tomarmos a nossa cruz e segui-Lo. Disse ainda que seria bom tomarmos sobre nós o seu jugo para encontrar motivação para a luta e não para a fuga. Acrescentou que estaria sempre conosco para auxiliar-nos na missão. Como recordou a São Camilo, Ele recorda, a cada um de nós, que a missão que nos foi confiada não é nossa, mas dele. Precisamos confiar mais em Deus que nos chamou e nos capacita e em nós que somos filhos e filhas dele.

Peçamos a S. Camilo a Graça de perseverar na missão de amar e servir os doentes até o fim, apesar das dificuldades, cansaços e incompreensões que podem surgir.


Um abraço camiliano, 



Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR

Pensamento de São Camilo

“Ocupemo-nos de nós mesmos e das nossas tarefas, e afastemos de nós a mania de criticar ações e defeitos dos outros, porque isto desagrada a Deus” (São Camilo).

Esta orientação de Camilo é muito importante. Muitos de nós envolvemo-nos demais nas tarefas dos outros e envolvemo-nos de menos nas nossas obrigações. Chegamos até a esquecer das nossas tarefas de tanto que nos envolvemos nas dos outros. O pior é que nem sempre é para ajudar os outros, mas sim para tecer críticas destrutivas.

Envolver-nos conosco significa procurar melhorar sempre mais a nós mesmos. Quantas coisas, em nós, que ainda não dominamos e orientamos para o bem!

Ocupar-nos de nós mesmos significa tomarmos posse dos nossos sentimentos. Quantas pessoas que ainda não lidam bem com os seus sentimentos! Necessitamos encarar os nossos sentimentos, entender o que eles significam e orientá-los no caminho da nossa edificação e santificação, conforme a nossa opção vocacional.

Ocupar-nos com o nosso modo de pensar é uma tarefa interminável. Muitos de nós, por falta de treino ou por desleixo, temos uma maneira muito negativa de encarar as situações. Com o nosso modo negativo de pensar, quantos problemas e doenças físicas e psíquicas atraímos sobre nós e os nossos familiares! Necessitamos positivar os nossos pensamentos.

Necessitamos ver os nossos defeitos e decidir afrontá-los na busca da superação. Quando não conseguimos importa saber pedir ajuda a quem pode auxiliar-nos. Quando não conseguimos superá-los com todo o nosso esforço e ajuda de Deus e dos irmãos importa aceitá-los como parte da nossa cruz.

Depois de ter feito tudo isso descobriremos, em nós e nos outros, grandes qualidades para destacar e promover sempre mais. Quem se ocupa consigo e com o bem dos outros terá pouco ou nenhum tempo para fazer críticas destrutivas. A pessoa que toma consciência dos seus valores, limites e pobrezas, não terá mais tempo para olhar os defeitos dos outros para criticar, mas empenhará todo o seu tempo para melhorar a si e, se possível, aos outros.

Peçamos a Camilo a Graça de perceber os nossos defeitos e o desejo profundo de corrigi-los para amar mais a Deus, a nós e aos outros.


Um abraço camiliano, 



Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR

Pensamento de São Camilo

“Devemos reconhecer Deus, nosso Senhor, em nossos irmãos: Deus, um no outro, como na sua imagem e semelhança. Por isso cada um tem que manifestar para com o outro aquele respeito que convém a pessoas consagradas a Deus, e mesmo como se o outro fosse o nosso superior”

Quantas coisas maravilhosas aconteceriam entre nós se efetivamente reconhecêssemos a Deus, nosso Senhor, em cada irmão e em cada irmã. Quanto respeito haveria entre o homem e a mulher. Em nenhuma hipótese alguns filhos de católicos, que dizem que amam a Deus, se dariam o direito de espancar a sua mulher ou qualquer outra, mesmo que seja pobre ou prostituida. Nenhum católico se daria o direito de abandonar a sua esposa, seu marido ou o seu filho.

Nenhum católico, que diz que ama a Deus, se daria o direito de explorar o irmão ou a irmã. Nem porque é menor, nem porque é mulher, nem porque é pobre e muito menos porque é negro. Todos seriam reconhecidos como irmãos e amados como deuses.

Particularmente aquele que consagra a vida a Deus, a quem não vê, dedicaria toda a sua vida aos irmãos e às irmãs, a quem vê muito bem. Em cada um deles, particularmente nos pobres e doentes, o consagrado é chamado a servir a Deus, onde mostra o seu rosto esfomeado, doente ou marginalizado.

O batizado é consagrado a Deus para se colocar a serviço de Deus em cada um dos seus irmãos. Quanto mais o consagrado, na vida religiosa, é chama a expressar todo o seu amor a Deus com atitudes de grande respeito às pessoas.

São Camilo chegava até a reverenciar os enfermos, pois via em cada um deles o próprio Deus. Chegou ao estremo de confessar os próprios pecados ao doente certo que Deus estava aí para ouvi-lo e perdoá-lo. Diante disso entendemos o seu empenho em cuidar bem de cada pessoa enferma. O seu amor a Deus o levava a ser extremamente dedicado aos sofredores. Para ele os pobres enfermos não eram números, ou casos, mas os seus senhores e patrões.  


Peçamos a São Camilo a graça de contemplar na criatura o criador e particularmente em cada doente e sofredor. 



Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR




Pensamento de São Camilo

O nosso pai espiritual, São Camilo, continua falando para todos os homens e mulheres que desejam ouvir e crescer no amor a Deus e aos irmãos.

“Ponhamos todo o empenho para que reinem entre nós a harmonia e o recíproco entendimento. Sempre a paz e sempre a humildade! Amemos o silêncio, a união fraterna, sem darmos sinais de impaciência, procurando somente preceder os outros na virtude. Nunca irritar-se, nunca ferir com palavras, sinais ou outras expressões, que possam ofender ou dar mau exemplo” (São Camilo).

O nosso santo afirma que a harmonia e o entendimento não crescem espontaneamente, mas exigem esforço e cultivo dos membros de uma família, de um grupo ou comunidade. Sem o cultivo crescem rapidamente as competições doentias, a inveja, o ciúme e toda sorte de males que põem a perder a família e a comunidade harmônica.

Ele acrescenta que para atingir esse objetivo e necessário ser amigo da paz e da humildade e não da guerra e da arrogância. Quem cultiva guerra colhe guerra e quem semeia paz a paz colhe. Quem cultiva a humildade descobre as qualidades do outro e agrega a comunidade no entendimento e na harmonia.

Nesse tempo cheio de poluição e barulho, Camilo nos ensina que é importante sermos amigos do silêncio, para ouvir Deus e o irmão. Sem isso, dificilmente ouviremos a Deus e aos demais e, consequentemente a harmonia e a paz serão comprometidas. Além disso, conta muito a paciência conosco e com os outros. O crescimento exige paciência, caso contrário chupamos a laranja ainda azeda, exigindo do outro aquilo que ele não pode dar.

Recomenda também que procuremos preceder os outros nas virtudes, isto é no desejo e decisão de fazer o maior possível para os demais irmãos.

Finalmente, para edificarmos uma família ou comunidade de amor e harmonia requer que nos esforcemos para nunca prejudicar o outro, nem com os nossos sentimentos de raiva, nem com palavras e, muito menos, com exemplos negativos.

Peçamos a S. Camilo a Graça de sermos pessoas cultivadoras do entendimento, da harmonia, da humildade, da paciência e da vontade de fazer bem a todos para colhermos a paz.


Um abraço camiliano, 



Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR




Pensamento de São Camilo

Onde está a sua casa?  São Camilo afirma que:

“Nossa casa é onde há pobres de Cristo. Toda nossa alegria seja posta na tarefa de servir e consolar os pobres e os enfermos, porque assim requer o nosso Instituo. Quem entra em nossas fileiras tem que ter a vontade de servir a todos os que se acham em necessidade. É o amor ao Criador que nos chamou para esta missão” (São Camilo).

Jesus não tinha uma pedra para repousar a cabeça, mas encontrava morada junto aos necessitados e lá se detinha para servi-los. São Camilo acolheu essa verdade da vida cristã e disse com gestos e palavras que a casa de um portador do espírito camiliano é lá onde houver pobres e enfermos. Portanto, um portador do espírito de São Camilo não tem morada fixa. A sua morada é a casa dos doentes, é onde estão os doentes carentes e necessitados.

Morar onde estão os doentes não para prioritariamente usufruir dos seus bens, mas para servi-los com grande alegria. Camilo entendia que não era suficiente servir os doentes, mas era fundamental servi-los com profunda alegria. Isto é possível somente para aquele que descobriu no serviço aos doentes a pérola de grande valor que nos fala o evangelho em Mt 13, 45s.

O critério para participar bem do time de S. Camilo, com toda a dignidade, é ter uma grande vontade de servir os irmãos enfermos. Não se deveria entrar para os camilianos para ser servido, mas sim com grande desejo de dar a vida para amar servindo e servir amando os nossos irmãos pobres e enfermos.

Portanto, podemos afirmar, sem medo de errar, que aquilo que habilita e capacita um homem ou mulher para pertencer à Família Camiliana, leiga ou religiosa, é o firme propósito de dar a vida a serviço dos sofredores, quer nos hospitais ou nas casas.

Peçamos a S. Camilo a Graça de estar sempre prontos para servir com alegria os nossos irmãos pobres e sofredores.


Um abraço camiliano, 



Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR




Pensamento de São Camilo

“Assistindo a um enfermo, enquanto as mãos fazem a sua parte, os olhos vejam o que falta, os ouvidos fiquem abertos para entenderem as ordens e os desejos dele, a língua lhe diga palavras de conforto e a mente e o coração rezem por ele” (São Camilo).

Uma pessoa quando se deixa conduzir pelo amor de Deus ela não para de surpreender-nos com seu modo de pensar, pois o Espírito Santo surpreende e é profundamente criativo.

Apesar do pouco estudo Camilo entendia que o atendimento de um doente com o empenho de toda a pessoa fazia toda a diferença. Entendia que não é suficiente cuidar de um enfermo com as mãos enquanto o coração e a mente estão desocupadas ou ocupadas com coisas que não contribuem para o bom atendimento do paciente. Ele deixa orientações muito claras para os que desejam servir bem os doentes.

Enquanto as mãos se ocupam com algo os órgãos dos sentidos estejam atentos para perceber as necessidades dos enfermos para mais bem servi-los. Enquanto as mãos fazem algum bem que os demais membros do servidor não deixem de fazer a sua parte para que o doente seja sarado holisticamente e não apenas fisicamente.

Camilo ensina a todos nós que cuidamos dos enfermos que a mente e o coração podem rezar pelo paciente e com isso contribuir com a sua cura espiritual, além da física. Sabemos, particularmente com os estudos científicos de hoje, que a oração tem um grande poder de cura.

Em suma, Camilo ensina-nos que um bom cuidador se envolve totalmente para servir o irmão e a irmã em todas as suas necessidades e não apenas as necessidades materiais.
Peçamos a São Camilo a graça de poder servir os doentes com todo amor, isto é, com todo o nosso entendimento e com todas as nossas forças.


Um abraço camiliano, 



Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR





Pensamento de São Camilo

O nosso Gigante da Caridade não para de nos surpreender como o seu modo de pensar e, sobretudo, com seu modo de agir ao pé da cruz do leito dos enfermos.  Maria se solidarizou com o seu filho aos pés da cruz e Camilo se solidariza com os sofredores ao pé da cruz do leito de dor. 

“Nós devemos agradecer os doentes pela boa oportunidade que nos oferecem. Rendamos graças a Deus sem esperar que eles nos agradeçam” (São Camilo).

Os santos são maravilhosos. Eles nos apontam o caminho para Deus, isto é, para o Céu. São Camilo nos ensina a agradecer a oportunidade que os enfermos nos oferecem para servi-los. Geralmente costumamos queixar-nos que doentes, idosos, deficientes, e pobres dão aquele trabalho. É verdade que dão trabalho, mas os santos têm uma forma maravilhosa de encarar esses trabalhos. Eles não os veem como problemas para se lamentar, mas como oportunidades para o exercício da caridade. Quantas atitudes maravilhosas podemos aprender dos santos!

Quantos de nós deixamos de ajudar as pessoas porque elas não são agradecidas! A pessoa agradece se puder e se tiver tido formação para isso. A essência do cristianismo não está em receber elogios e agradecimentos, mesmo que humanamente sejam bons e possam estimular aquele que os recebe. A essência do cristianismo, que leva à santidade, está em amar a todos sem esperar os agradecimentos. O fundamento do camilianismo, que é parte viva do cristianismo, está em amar os doentes por amor a Deus, que podemos contemplar na face de cada um deles.

Deus nos amou não porque nós agradecemos. Enquanto ainda éramos pecadores Ele veio ao nosso encontro para amar-nos (cf Gl 4,3). Ele amou porque ele é bom e não porque nós somos agradecidos.  São Camilo que é uma seta que aponta o caminho para Deus procurou plantar na sua escola de caridade essa semente de Deus que se chama gratuidade.

Pedimos a São Camilo a graça de assumirmos todas as nossas tarefas como oportunidades para servir e, mais do que isso, agradecer a Deus e às pessoas as oportunidades de servir.


Um abraço camiliano,



Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR




Pensamento de São Camilo

Estamos apresentando S. Camilo como um modelo de vida a ser seguido. Não o apresentamos como alguém para ser adorado como alguns que crêem diferente nos acusam. Em momento algum ele chamou a atenção sobre si e muito menos se endeusou para ser adorado. Pelo contrário, se apresentou sempre como um tição para o inferno se não fosse a Graça de Deus que o curasse e santificasse. O apresentamos, portanto, como uma seta que aponta o caminho para o Céu, que é Jesus, a quem devemos adorar.

São Camilo, como seta que aponta o caminho para o Céu, nos recorda que o caminho para Céu passa pelo amor aos doentes. Ele confirma a primeira carta de São João que diz que todo aquele que ama os enfermos nasceu de Deus e conhece a Deus.

"Os enfermos são os nossos senhores e patrões, amemo-los ternamente. Vejamos nos pobres a própria pessoa de Cristo. Estes pobres que servimos um dia nos farão ver a face de Deus" (São Camilo).

Aqui Camilo força-nos a rever o nosso conceito de patrão. Geralmente o patrão é o superintendente do hospital e todos procuram respeitá-lo e obedecem as suas ordens. Geralmente acolhem e obedecem mais por medo do que por amor. Camilo chama-nos para mudar os paradigmas. Ele afirma categoricamente que os nossos patrões são os doentes e não os administradores. Os doentes são a razão de ser do hospital e de nós também. Eles são os nossos senhores, isto é, nossos patrões. Eles mandam e nós devemos atendê-los nas suas necessidades, movidos pelo amor e não mais pelo medo de perder o emprego. Eles são Jesus Cristo, nosso Senhor, doente e necessitado. Portanto nós cristãos e camilianos, somos chamados a obedecer aos doentes e a servi-los vendo em cada um deles o rosto de Jesus.

Camilo não quis ser apenas diferente, mas quis colocar em prática o Evangelho de Jesus Cristo que diz que tudo o que fizermos e um doente foi ao próprio Jesus que o fizemos (cf. Mt 25,36ss). Quis colocar em prática o Evangelho que diz que seremos julgados pelo amor e não pelo medo.

Ele continua dizendo que a caridade para com os doentes nos abre as portas para a visão do rosto de Deus. Nós, que servimos os doentes nos hospitais e nas casas, somos privilegiados pois, podemos, desde já, contemplar o rosto de Jesus em cada enfermo. Podemos amar, de forma bem concreta, a Deus em cada sofredor. Podemos saborear o Céu na caridade junto aos enfermos, nossos verdadeiros patrões.  


Um abraço camiliano para todos, 



Pe. Arlindo Toneta – Pároco 

Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR