Informações sobre a Paróquia Nossa Senhora da Boa Esperança de Pinhais-PR
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Refl. Ev. 1238 (Mc 9,30-37)
O
maior é quem me acolhe e me serve.
Partindo
dali, Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia [...]. Ele ensinava seus
discípulos e dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens,
e eles o matarão. Morto, porém, três dias depois ressuscitará”. [...] Jesus
sentou-se, chamou os Doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, seja
o último de todos, aquele que serve a todos!” Em seguida, pegou uma criança e,
abraçando-a, disse: “Quem acolhe em meu nome uma destas crianças, a mim acolhe.
E quem me acolhe, acolhe, não a mim, mas Àquele que me enviou” (Mc 9,30-37).
Quantas disputas para
ocupar os primeiros lugares e os postos de maior honra e destaque! Quantas
rivalidades, brigas e até assassinatos para galgar os primeiros lugares
idealizados pelo mundo cheio de competição! Não precisamos ir muito longe para
ver essa realidade. Podemos ficar dentro das nossas famílias e não tardaremos a
nos embriagar desse vício. Diante dessa realidade de competição egoísta, com a
qual estavam contaminados os seus discípulos, Jesus entra com a novidade do
Evangelho.
Jesus revela que no seu
Reino, que começa aqui na terra, é bem diferente. Não se trata mais de
competição para os primeiros lugares de domínio e de honra, como pensa o mundo,
mas de buscar os primeiros lugares para acolher e servir. Portanto, se há uma
rivalidade boa e santa deve ser a de procurar acolher e servir mais e mais os
irmãos e as irmãs. Se há uma escola católica, pensada por Jesus, esta deve
ensinar os seus alunos a competir na linha do serviço e jamais na competição
opressora dos demais.
Como motivação para essa
conversão Jesus coloca um enorme estímulo, que os sábios e inteligentes logo
acolhem e o colocam em prática. Ele revela o segredo da sua encarnação, isto é,
que podemos acolhê-lo e servi-lo em cada irmão e em cada irmã. Que maravilha
essa revelação! Os santos ao entenderem isso, venderam tudo para poder comprar
essa pérola preciosa. São Francisco deixou toda a riqueza e até a túnica para o
seu pai Bernardone e consagrou a sua vida no acolhimento de Jesus em cada
pessoa, especialmente nos mais pobres. São Camilo ao descobrir essa verdade do
Evangelho pediu a Deus tempo para acolhê-lo e servi-lo em cada doente nos
hospitais e casas.
Queridos irmãos e irmãs
leitores! Diante desse evangelho cabe-nos a tarefa de rever o quanto ainda
somos contaminados pelo mundo competitivo e egoísta. Feito o exame de
consciência fica a responsabilidade de decidir pelo mundo ou pelo evangelho de
Jesus que quer motivar a todos a sermos grandes acolhedores e servidores e
nunca grandes opressores e exploradores dos mais fracos.
Um abraço fraterno e libertador e não politiqueiro e cheio de
interesses escusos.
Pe. Arlindo
Toneta – Pároco –
Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR
Eu, porém, vos digo...
Jesus surge no meio da cultura judaica
que possuía suas normas e tradições, tais como todas as demais culturas. Havia
uma tendência a vingar-se do inimigo muito mais do que os males que a pessoa havia
feito. Chegava-se a destruir a família do indivíduo, por conta de uma bobagem
do pai ou de algum membro da família.
Por conta disso, surgiu a chamada Lei de Talion, isto é, dente por dente
e olho por olho. A pena não podia ser
maior do que o mal produzido pelo infrator. Era uma tentativa de gerar
equilíbrio no modo de vingar-se.
No Levítico (Lv 19,1-18) já
encontra-se uma firme orientação para superar essa questão do ódio e da
vingança, que corrompiam e continuam estragando as relações humanas. O ódio e o desejo de
vingança adoecem o coração do homem e da mulher. O ressentimento, o ódio e o
desejo de vingar-se são como que cordas que amarram o coração daquele que os
carrega e tira a liberdade de amar e de ser amado. São igualmente parecidos com
ladroes, pois roubam as energias necessárias para o amor a si e ao próximo. A
pessoa fica desprovida de energias para amar.
Diante disso, fica claro que guardar
esses ladrões é um mau negócio, pois todos acabam perdendo. Quero aqui
acrescentar uma terceira razão para não guardar esses pensamentos. Normalmente
uma pessoa que os guarda por um longo tempo acaba ficando doentes fisicamente e
não apenas socialmente e espiritualmente. Surgem gastrites, úlceras gástricas e
até algum tipo de câncer, por causa disso. Por isso, o autor do Levítico diz:
“Não tenhas no coração ódio contra teu irmão... Não procures vingança nem
guardes rancor dos teus compatriotas. Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv
19,17s).
Apesar dessas orientações os judeus
continuavam com o coração cheio de ódio e de vingança. Nesse contexto Jesus
acrescenta a sua orientação de não enfrentar os malvados com o mal. O mal
retribuído atrai mais mal gerando a corrente do mal e do ódio, que a todos
destrói. Jesus traz um elemento absolutamente novo para nocautear o mal. Ele
orienta para amar os inimigos e aqueles
que fazem mal. Por isso ele diz: “Amai os vossos inimigos, e rezai por
aqueles que vos perseguem. Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está
nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre
justos e injustos”(Mt 5,44s).
Que maravilha seria se nós os
católicos e demais seguidores de Cristo entendêssemos essa novidade trazida por
Jesus e a colocássemos em prática. Certamente teríamos força de acabar com a
maioria das guerras que possuem a origem no coração do homem e da mulher! Um
coração cheio de ódio e desejo de vingança justifica todos os tipos de
agressões contra tudo e contra todos que se opõem ao seu modo de pensar e agir.
Normalmente não de dá conta que ele é o problema e não o mundo ou os outros. Ao
contrário, um coração cheio de amor e bondade, é capaz de todos os atos de amor
e misericórdia, à semelhança da mãe que ama. Porque ama sempre encontra uma
razão para perdoar o filho que erra.
Jesus revela um Pai de amor, que está
sempre disposto a perdoar um filho e uma filha. Um Pai que derrama um olhar de
bondade e misericórdia sobre bons e maus. Não age assim para menosprezar os
bons, mas com toda a esperança de que os maus se convertam e vivam a aventura
de amar, como filhos e filhas do Deus do Amor. Aliás, Deus continua sempre o
mesmo, isto é, Amor. Se ele não amasse, deixaria de ser Deus e seria como nós
que ora amamos e ora odiamos.
Esse ensinamento visa que os homens e
as mulheres recuperem a sua identidade filhos de Deus, perdida pelo pecado. Por
isso, Jesus diz: “Amai os vossos
inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim vos tornareis filhos do
vosso pai que está no céu”.
Pe. Arlindo Toneta – MI
Paróquia N. Sra. da Boa
Esperança – Pinhais – PR
padretoneta@yahoo.com.br
sábado, 22 de fevereiro de 2014
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
A DECISÃO E SUA
A vida humana
implica tomada de decisões. Nem sempre é fácil. Particularmente quando nos
encontramos diante de várias alternativas. Saber tomar decisões boas é o grande
objetivo da nossa vida humana. Entendemos,
porém, que as decisões boas, às vezes, não são as mais prazerosas. Muitas delas
implicam renúncias e grandes sacrifícios.
Vivemos hoje
numa nova época. Época essa em que as pessoas são educadas e formadas para o
mais fácil, para o mais prazeroso, para a satisfação imediata. Por conta disso muitas pessoas têm
dificuldades de tomar decisões, sobretudo, quando implicam renuncias e
sacrifícios. Alguns tentam abraçar tudo e não apertam nada. Outros tentam
terceirizar as decisões, ou seja, deixar que os pais, o professor, o padre ou
outra pessoa tome as decisões por eles. Os hedonistas escolhem apenas aquilo
que lhe dá prazer imediato.
Normalmente as
pessoas têm dificuldades para assumir a responsabilidade que envolve as
decisões que tomam no seu dia a dia. Muitas vezes procuram culpados para justificar
as escolhas mal sucedidas. Diante disso, a Palavra de Deus em Eclo 15,16-21
afirma que o homem é colocado diante de duas alternativas, isto é: “A vida e a
morte, o bem e o mal. Ele receberá aquilo que preferir”.
Em primeiro
lugar, notamos que o homem está diante de duas alternativas e não diante de
diversas. Ele precisa decidir-se por uma delas, pois uma é contrária à outra.
Nisto não existe margem para a dúvida. É preciso escolher uma delas e arcar com
a responsabilidade da escolha. Segundo a Palavra de Deus, não é mais possível delegar
a terceiros a tomada das nossas decisões e consequentemente a responsabilização
dos mesmas pelos nossos fracassos.
Nós mesmos
somos colocados diante da vida e da morte, do bem e do mal. Nós mesmos temos
que escolher e nos responsabilizar pelas nossas escolhas. Dentro de cada ser
humano existe o Espírito de Sabedoria, o espírito de Deus, que geme com gemidos
inenarráveis, segundo São Paulo, apontando para as boas escolhas que podemos
fazer. Inspira-nos a escolher o bem, a vida e a felicidade e nunca o egoísmo, o
mal, a infelicidade e a morte.
Um casal me
procurou para falar comigo alegando dificuldades no seu relacionamento.
Procurei acolhê-lo com carinho e decisão firme de ouvi-lo para poder entendê-lo.
Ambos disseram-me que estavam juntos há oito anos e tinham um filho de três
anos. No ano de 2013 começaram a brigar e a brigar. Um belo dia a mulher
comunicou ao marido que iria sair de casa como de fato o fez. Foi morar com
outro homem amigo de infância. Na convivência se deu conta que aquela escolha
não foi a melhor, pois a felicidade que tanto almejava estava bem longe.
Entendeu que foi uma escolha egoísta e não uma boa escolha, conduzida pelo
Espírito Santo. Assumiu o seu fracasso e voltou ao marido para reconciliar-se.
Nessas alturas
eu imagino os meus leitores. Muitos com as mãos cheias de pedras para
arremessar contra a traidora para acabar de matá-la (Jo 8,1-11). Outros com o
coração fechado dizendo: “Você teve a sua oportunidade. Agora siga o seu caminho,
pois não a queremos mais”.
Vejamos,
porém, o marido dessa jovem senhora. Ele permaneceu fiel. Como o Pai do Filho
Pródigo permaneceu à espera da sua amada. Permaneceu com o coração cheio de
amor misericordioso. Procurou ver a rosa e não apenas os espinhos. Por isso, quando ela chegou de volta não a
condenou, mas a acolheu, a perdoou e a conduziu à sua cama nupcial. Logo que
pode a conduziu ao Sacerdote para juntos receberem o sacramento da
reconciliação e a bênção da casa. Que escolha maravilhosa foi a do marido que
possibilitou o bem, a vida, e a felicidade! Que escolha maravilhosa foi a
última dessa mulher que possibilitou a reconciliação, a alegria e a vida
daquela família!
Queridos
leitores! O Espírito de Deus está dentro de nós todos. Ele nos coloca diante do
trabalho e da preguiça, do bem e do mal, da vida e da morte, da felicidade e da
infelicidade, do perdão e da condenação, do pensar bem e pensar mal. O Espírito
Santo fará tudo para nos conduzir no caminho da vida e da felicidade, mas não
poderá escolher por nós. Jesus já garantiu a nossa vida e felicidade. Portanto,
viver ou morrer, ser feliz ou infeliz depende da cada um de nós e não da sorte
ou do azar, como muitos pensam.
Pe. Arlindo Toneta – MI
Paróquia N. Sra. da Boa Esperança – Pinhais – PR
padretoneta@yahoo.com.br
Refl. Ev. 1236 (Mc 8,14-21) 18/02/14
Cuidado
com o tipo de fermento que compramos.
Os
discípulos se esqueceram de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão.
Percebendo, Jesus perguntou-lhes: “Por que discutis sobre o fato de não terdes
pães? Ainda não entendeis, nem compreendeis? Vosso coração continua endurecido?
Tendo olhos, não enxergais, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais?
Quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas, quantos cestos recolhestes,
cheios de pedaços?” – “Doze”, responderam eles. “E quando reparti sete pães com
quatro mil pessoas, quantos cestos recolhestes, cheios de pedaços?” – “Sete”,
responderam. Jesus então lhes disse: “E ainda não entendeis?” (Mc 8,14-21).
O Fermento e a Padaria de Deus
Diante dos discípulos que
esqueceram de levar pão, Jesus aproveita a oportunidade para falar um pouco da
questão do fermento. Não do fermento com o qual se leveda o pão, como os
discípulos estão pensando. Ele habilmente usa as questões humanas e estomacais
para ensinar sobre as necessidades fundamentais da vida cristã (cf Mc 8,14-21).
No meio das discussões dos
discípulos a respeito dos pães que esqueceram, Jesus se apresenta de alguma
forma, como o verdadeiro pão descido do céu. Ele é o pão verdadeiro, cheio do
fermento do Amor, que está no meio deles, que está no barco com eles para
nutri-los na sua fome mais profunda, mas que eles ainda não perceberam com
nitidez, apesar de todos os milagres já realizados diante dos seus olhos
viciados no superficial.
Quantos católicos, em
nossos dias, entram em desespero e fortes discussões diante da diminuição do
pão material, da mesma forma como ocorreu com os discípulos de Jesus! Não se
dão conta do verdadeiro pão que desceu do Céu que está sempre com eles, particularmente
nos momentos de crise e escassez do pão material. Estão com o estômago
dilatado, para o pão material, e o coração apertado para o pão espiritual.
Não compreendem ainda a
provação, mencionada na primeira leitura de hoje, tirada da carta de Tiago,
onde se diz: “Feliz o homem que suporta a provação. Porque uma vez provado
receberá a coroa da vida” (Tg 1,12). Como precisamos crescer na fé para encarar
assim as dificuldades e provações! Oxalá que neste ano de 2014 façamos passas
significativos nessa direção!
Jesus aproveita ainda para
ensinar os seus a respeito do fermento de Herodes e dos fariseus. Fermento
cheio de maldade, de ganância e hipocrisia. Quantos discípulos de Jesus estavam
cheios desse fermento e do pão que resulta dele. Por conta disso, muitos
discípulos tinham dificuldades de ver a novidade trazida por Jesus. Estavam viciados com aquele fermento e aquele
pão estragado da hipocrisia, da ganância, da maldade, da disputa dos primeiros
lugares, etc.
Por isso, Ele os adverte
desse fermento estragado e do pão da hipocrisia e da ganância. Creio que Jesus
continua advertindo, em nossos dias, a muitos de nós que frequentemente caímos na
tentação de comprar o fermento e o pão dos fariseus e herodes dos nossos dias.
Quantos católicos
continuam nutrindo-se generosamente com esse pão estragado e nutrem-se com
muita tacanhice com o pão do Céu, que está sempre conosco! Quantos pais e
professores continuam vendendo aos filhos e alunos esse perigoso fermento! As
suas mentes e corações são fermentados com as ideias do egoísmo, da maldade, do
levar vantagens sobre os outros, do passar os outros para trás, do eliminar os
inimigos, do excluir os pobres, etc. Quantas padaria e lojas vendem esse fermento e esse pão que corrompe e
estraga a juventude e a sociedade brasileira!
Por conta disso, somos uma
sociedade enfraquecida, uma Igreja sem ânimo e vibração. Temos casais, jovens e
padres mornos e não animados e aquecidos pelo fermento e pão do Céu, que são
Jesus e o seu Evangelho. Sinais disso
emergem sempre que dizemos não a Deus e ao seu projeto de amor e bondade.
Sempre que optamos pelo comodismo em detrimento do serviço amoroso aos demais.
Por outro lado, anima-nos
muito os sinais positivos. Quantos católicos e sacerdotes! Quantos jovens e
professores que generosamente dizem sim a Deus a exemplo de Maria e dos Santos!
Compram o bom fermento e o pão saboroso para nutrir os seus com generosidade!
Louvado seja Deus!
Um exemplo bonito disso
foi o nosso retiro de Jovens desse fim de semana. Cinquenta jovens animados por
uma porção de casais e jovens disseram sim a Deus. Aceitaram o convite dEle e
por três dias estiveram ouvindo e acolhendo o fermento de Jesus a fim de
poderem alimentar-se melhor do verdadeiro pão do Deus, que é Jesus. Parabéns
queridos jovens e queridos casais!
Pe. Arlindo
Toneta – Pároco –
Paróquia N.
Sra. da Boa Esperança – Pinhais - PR
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