segunda-feira, 13 de julho de 2015

Dia 12

O nosso querido Camilo nos fala hoje a respeito do pecado dizendo: “Eu me deixaria cortar em mil pedaços, antes de consciente e voluntariamente cometer um só pecado venial sequer. Lançar-me-ia cem vezes no fogo e outras tantas preferiria morrer, antes de consentir em cometer um só pecado, por leve que seja, mas voluntário, ou também antes de cair por querer em uma infidelidade à santa regra do Instituto”.
No pastoreio do povo que o Senhor me confiou sinto que muitos perderam a noção de pecado. Outros não sabem mais distinguir um pecado grave e um leve. Alguns afirmam que não mataram e não roubaram e, por isso, concluem que não possuem pecados. Na verdade, o pecado consiste em dar vasão ao egoísmo afastando-se de Deus e dos irmãos. O pecado grave implica em afastar-se radicalmente e o leve dando aquela afastadinha do amor de Deus e dos irmãos para dar uma “mordidinha” no egoísmo.
Queridos leitores! Eu não sinto nesse modo de pensar do Santo um horror ao pecado, por conta da feiura do pecado. Pois o pecado possui suas atrações humanas sim. Consigo sentir o coração do Santo pulsando de amor apaixonado por Deus. Vivia em comunhão profunda com Deus. Por conta disso, o horror ao afastamento voluntário de Deus.
Somente uma experiência profunda do amor de Deus pode levar uma pessoa a pensar desse modo. Ele era um apaixonado por Deus e por conta disso, afastava qualquer forma de pecado que pudesse ofender a esse Deus que o amava tanto. Ele mergulhou no Céu em vida, isto é, no amor de Deus e dos doentes, e voluntariamente rejeitava tudo o que pudesse afastá-lo disso.
Olhando para a minha realidade de camiliano, sinto que estou bem longe de atingir esse amor fantástico por Deus e pela Congregação. Necessito da oração da comunidade e de um grande esforço pessoal para crescer nessa direção. Por isso, peço que você leitor, reze por mim para que eu possa experimentar sempre mais esse amor do Pai e apaixonar-me por ele.

Queridos irmãos! Peçamos a graça de fazer uma experiência profunda do amor de Deus e assim termos força para repudiar voluntariamente a todo tipo de pecados. Que S. Camilo, do coração de Deus, interceda em nosso favor! 



Pe. Arlindo Toneta  -  MI
Pároco da Paróquia Nossa Sra. da Boa Esperança
Pinhais - PR 

sábado, 11 de julho de 2015

Dia 11

O nosso santo da caridade para com os doentes continua pensando no meio de nós. Por isso, lá vai mais uma das suas boas idéias:
"Deus opera também por meio de instrumentos imperfeitos. Maior é a sua glória quando, servindo-se de um nada, faz coisas maravilhosas" (São Camilo).
Acredito que na realidade humana de hoje, onde um forte egocentrismo e exibicionismo imperam essa faceta do evangelho é bem vinda. Comumente as grandes revistas e jornais dão destaque aos grandes cérebros e bem sucedidos da humanidade. Em contrapartida, os fracos e pouco prendados normalmente são esquecidos ou, mencionados quando praticam algum delito. 
O nosso herói da caridade nos diz que Deus se serve de pequenos instrumentos para operar grandes obras. Pode se servir de grandes instrumentos, como S. Tomás de Aquino, São Bento e outros luminares, mas na maioria das vezes se serve de pessoas muito simples e pequenas para realizar obras estupendas. Tudo isso para destacar que a obra é de Deus e não do homem. Tudo isso para que os homens não se vangloriem, mas se coloquem a serviço e descubram a alegria de servir, isto é, a alegria do Evangelho.
Por isso Deus quer se valer de cada um de nós, homens e mulheres simples e pequenos, para realizar grandes obras. O mais importante não é a nossa grandeza, mas a abertura de coração para Deus. O mais importante não é o tamanho do nosso quociente de inteligência (QI) ou a grandeza das obras que realizamos, mas o tamanho da nossa abertura para acolher o projeto de Deus. O mais importante não é o que eu faço, mas o que Deus faz através de mim. O mais importante não é a quantidade de livros que escrevo, mas a inspiração de Deus que me leva a fazer isso ou aquilo em favor dos meus irmãos.
Suplicamos ao Senhor que nos dê essa consciência e acolhimento dos projetos divinos!

Nós fomos nascidos para glorificar a Deus e não a nós mesmos. Portanto, todo o nosso ser, o pensar e o agir devem contribuir para que a humanidade tenha mais vida, isto é, a verdadeira glória de Deus. 



Pe. Arlindo Toneta  -  MI
Pároco da Paróquia Nossa Sra. da Boa Esperança
Pinhais - PR 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Dia 10

Já estamos no 10.º dia do mês de julho. Já dedicamos diversas horas para refletir e internalizar os pensamentos do nosso santo da caridade para com os enfermos. Vamos dar mais um passinho na busca desse tesouro descoberto e vivido por S. Camilo.
Camilo afirma que "Somente a esperança na misericórdia de Deus pode, sem mais, tornar alegre o pensamento e a passagem da morte e leva também a desejá-la, como o Apóstolo Paulo que a invocava para se encontrar com Cristo" (São Camilo).
Queridos irmãos e irmãs! Eis uma dica preciosa que o nosso Camilo nos dá para enfrentar o medo doentio da morte. O grande tabu da nossa cultura atual é a morte. Normalmente não se fala dela. Procura-se falar de muitas coisas, mas evita-se tratar dessa nossa irmã gêmea da vida. Parece que a falta de esperança tende a agravar o medo normal da morte.
Se não fosse a bondade de Deus, que é capaz de acolher todas as nossas fraquezas e pecados e transformá-los em força pela Graça do Perdão, pobres de nós pecadores. O coração misericordioso de Deus sabe que somos feitos do pó da terra e, portanto, sujeitos a todo tipo de falhas e pecados. Deus não quer impedir que caiamos no erro, Deus quer que reconheçamos as nossas fraquezas e que confiemos no seu coração cheio de misericórdia, que mandou Jesus para nos reconciliar com Ele. "A você te basta a minha Graça", respondeu a São Paulo que pedia para retirar o aguilhão da sua carne.
Jesus manifestou com todos os seus gestos e palavras a grande misericórdia de Deus. Particularmente na parábola do Filho Pródigo aparece a misericórdia escandalosa de Deus Pai. Deus busca o seu filho para abraçá-lo e perdoá-lo e não para julgá-lo e condená-lo. Deus busca o seu filho para introduzi-lo no banquete e não para excomungá-lo. Que maravilhoso é o nosso Deus! Ele é o Deus da misericórdia, da compreensão, do perdão e da alegria. Deus aguarda o retorno do filho mais novo pacientemente e vai em busca do filho mais velho. Deus Pai quer que o Judeu e o Grego participem do seu Reino. Fixando o olhar no nosso entorno, ele quer que todos nós participemos do seu banquete.
Para Ele os nossos pecados e fraquezas não são problemas intransponíveis. Para ele são oportunidades de manifestar a sua bondade que a todos quer acolher e perdoar. Sendo assim, importa dar menos importância aos nossos pecados e bobagens e muito mais à sua bondade que acolhe e cura com o seu abraço cheio de misericórdia. Na morte Ele apenas quer nos envolver definitivamente no seu amor.

Se tivéssemos claro isso e de fato acreditássemos nas palavras do Evangelho, não teríamos razões para esse grande medo da morte, pois ela é a nossa irmã, como dizia S. Francisco de Assis, que nos apresentará definitivamente a Deus.  Ao contrário, a desejaríamos como a desejava São Paulo. A certeza do amor misericordioso de Deus leva-nos a superar o medo doentio da morte e até a desejá-la. 


Pe. Arlindo Toneta  -  MI
Pároco da Paróquia Nossa Sra. da Boa Esperança
Pinhais - PR 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Dia 09

O Mestre Camilo continua passando normas de comportamento humano e cristão: "Falemos bem de cada um e, se ouvimos maledicências e retaliações, procuremos pelo menos salvar as intenções. Confiemos em Deus. Ele não nos deixará faltar o seu auxílio" (São Camilo).
O santo da caridade para com os enfermos entendeu também que não podíamos faltar de caridade para com os irmãos falando mal deles. Se não temos nada de bom para falar dos outros, pelos menos, fiquemos calados. Falar mal do outro, quase sempre, é uma forma de afirmar a nossa aparente bondade. Vejam bem, eu falei aparente bondade. O homem bom não fala mal de si e do outro, mas procura falar bem. Geralmente a boca transborda da abundância do seu coração. Quem fala mal do outro está mostrando a sua maldade, quem fala bem do outro está mostrando a sua bondade.
O prazer da fofoca não é uma qualidade dos filhos de Deus. A fofoca e o falar mal dos outros é uma doença que está no fofoqueiro e que inspira cuidados, pois ela pode contaminar a comunidade. Aquele que fala mal do outro e faz fofocas é portador de um câncer muito perigoso, ou seja, que tem o poder de destruir ao fofoqueiro e a comunidade. O antídoto, ou seja, o remédio para combater esse mal é descobrir as qualidades e a bondade que há em nós e nos outros e propor-se a falar sempre delas. Quem adquire esse hábito melhora a sua saúde além de edificar o paraíso na terra.
Quando nós queremos agradar a mãe, procuramos elogiar o filho dela. A mãe transborda de alegria ao saber que o seu filho está sendo apreciado positivamente. Da mesma forma Deus se alegra através da promoção dos seus filhos. O Deus que está em mim e no outro se entristece quando eu falo mal do outro. Falar mal do outro e trabalhar para a autodestruição e a do outro.
São Camilo chama-nos para confiar em Deus. Os santos são homens e mulheres de grande confiança em Deus. Com essa confiança eles, apesar de limitados, fizeram grandes coisas. Aliás, Deus fez grandes coisas através deles como Maria recorda-nos no seu Magnificat.

Todos os batizados somos chamados à santidade. A santidade requer grande confiança em Deus que deseja evangelizar o mundo através de nós. Confiemos, portanto em Deus, pois os nossos nomes estão escritos no seu coração de Pai amoroso. Ele não nos abandona nunca. Ele quer nos acolher e ajudar na nossa missão, por mais simples que pareça ser.



Pe. Arlindo Toneta  -  MI
Pároco da Paróquia Nossa Sra. da Boa Esperança
Pinhais - PR  

quarta-feira, 8 de julho de 2015

AS CINCO GRANDES CONVERSÕES DE CAMILO DE LELLIS

Camilo nasce numa família pecadora e, portanto, nasce contaminado pelo pecado. A mãe é uma santa e o pai é um homem dado à guerra. Com a morte da mãe, quando Camilo tinha 13 anos, ele se envereda no caminho do jogo e da guerra.  Aos 17 anos entra para o exército e vive guerreando e gastando o seu dinheiro com jogos e outras aventuras até os 25 anos.
1.           Aos 25 anos não podia mais suportar a sua vida vazia e inútil. Ele foi se aconselhar com o Pe. Angelo que lhe falou o que era importante para dar sentido à sua vida. Disse a Camilo: “Deus é tudo. Sem Deus o resto não vale nada e a vida não tem sentido”. Foi dormir com isso na sua mente. No dia seguinte, 02/02/1575, após a missa Camilo se pôs no caminho de volta. Um grande arrependimento da sua vida inútil tomou conta dele. Invadido pelo amor de Deus ele desce do cavalo e se ajoelha no chão pedindo perdão a Deus dos seus pecados. Ele dizia: “Ai, pobre e infeliz de mim! Que grande cegueira foi a minha por não ter conhecido antes o meu Deus! Por que não dediquei toda a minha vida a seu serviço? Perdoai Senhor, perdoai esse grande pecador! Dai-me pelo menos tempo para fazer penitência e para arrancar de meus olhos tantas lágrimas quantas forem necessárias para lavar as manchas e sujeira de meus pecados”.  Fez aí mesmo o firme propósito de nunca mais ofendê-lo e de tornar-se capuchinho.
2.           Os caminhos dos homens nem sempre são os caminhos de Deus. Camilo queria viver uma vida santa como frade. Através de uma ferida no pé direito Deus vai mostrando a ele que o queria no hospital para cuidar dos enfermos. Camilo teve muita dificuldade para entender o projeto de Deus. Insistiu no seu projeto de ser frade e Deus o enviava de volta para o hospital. Finalmente, em oração diante do crucifixo, se converte ao projeto de Deus e diz: “Tudo isso é sinal que Ele me quer aqui e é aqui que eu vou ficar”.
3.           As suas cinco chagas, a saber: ulcera no pé, hérnia inguinal, calos nos pés, cólicas renais e fastio permanente com alimentos, que antes eram problemas, agora, após a sua conversão se convertem em misericórdias de Deus, através das quais aprendeu a melhor entender e servir os doentes.
4.           Começa a reforma do hospital pelo método do castigo, mas não consegue êxito. No dia 15 de agosto de 1582 ele recebe a inspiração de N. Sra. Assunta ao Céu de criar um grupo de homens que sirvam por amor e não por castigo.

5.           Tendo crescido muito a Congregação dos padres da Boa Morte ele entende que deve mudar de ideia e permitir que os camilianos estudem para poder servir melhor e também dedicar-se à evangelização dos doentes e dos que os assistem. A princípio não queria que estudassem, pois entendia que o estudo tirava o tempo para o exercício da caridade junto aos sofredores. 


Pe. Arlindo Toneta  -  MI
Pároco da Paróquia Nossa Sra. da Boa Esperança
Pinhais - PR 

Dia 8

Hoje o nosso querido Camilo nos instrui a respeito da virtude da caridade e da importância para a nossa vida cristã: “Se não tivéssemos caridade seriamos como um corpo sem alma ou como um peixe fora da água, que logo morre. E se fossemos frios na caridade, seriamos como um burro trôpego, recoberto de esplêndido e riquíssimo xairel! Coitados desses burros trôpegos! Para que serve o xairel, se não temos a substância da caridade?" (São Camilo).
Queridos irmãos! Como podemos ler em São Camilo, fica muito claro que uma pessoa que não vive a caridade não passa de alguém vazio, desprovido de sentido. Uma pessoa vazia de sentido vai tentar preencher a sua vida de qualquer maneira com aparências, coisas, cargos ou prazeres, mas continuará vazia, pois nada disso dará sentido à sua vida.
O coração do homem e da mulher foi feito para o amor e não para serem depósitos de coisas, títulos e prazeres passageiros. O coração do homem não descansará enquanto não repousar no amor, isto é, na caridade.  Deus é amor, isto é, caridade. O homem e a mulher que vivem a caridade estão cheios de amor, estão cheios de Deus e por isso repousando na paz que é Deus.
Quando S. Camilo fala de burros com riquíssimos arreios ou xairel ele estava vendo religiosos e cristãos que se preocupavam excessivamente com as aparências e nem tanto com a caridade. Infelizmente vemos, ainda hoje, muitas pessoas que se dizem católicas, mas investem em demasia nas aparências e são miseráveis em caridade para com o próximo. Se parecem com túmulos bonitos por fora, mas dentro estão vazios ou cheios de podridão. S. Camilo está perguntando ainda hoje: para que serve isso?
Infelizmente essa preocupação com as aparências não ocorre somente com os leigos, mas com religiosos e sacerdotes. Isso aparece claro quando o sacerdote está mais preocupado com as rendas e as casulas das celebrações do que com a acolhida do povo e a visita aos enfermos nos hospitais e casas. Com isso não estamos dizendo que é para descuidar dessas coisas, mas que a caridade está acima disso conforme nos instrui S. Paulo no capítulo treze da primeira carta aos cristãos de Corinto, no Hino da Caridade.

Desejo a vocês, que nos lêem, que o amor de Deus encha os vossos corações de alegria e paz como conseqüência da caridade vivida no dia-a-dia, particularmente, junto aos doentes e sofredores. 



Pe. Arlindo Toneta  -  MI
Pároco da Paróquia Nossa Sra. da Boa Esperança
Pinhais - PR 

terça-feira, 7 de julho de 2015

A JUVENTUDE DE CAMILO E A BUSCA DE REALIZAÇÃO

Raramente a criança está preocupada com a sua realização futura. Nos primeiros anos de vida a pessoa está empenhada em brincar, comer, e receber o afeto necessário para crescer segura, ou seja, com a certeza que é querida e amada. Bem mais tarde, ou seja, no início da adolescência e juventude ela começa a pensar no seu futuro.
O jovem Camilo de Lellis passou por isso também. Nasceu na segunda metade do século XVI, ou seja, no dia 25 de maio de 1550. Nos primeiros anos de vida correu e brincou pelos morros de Bucchianico, cidadezinha do sul da Itália, onde nasceu. Com a morte da sua mãe, Camila Campelli, de quem recebia afeto e cuidados, quando ele tinha 13 anos, a preocupação pelo futuro começou.
Foi então que ele se lançou no caminho do jogo, um tanto influenciado, pelo pai, João de Lellis, que além de soldado, carregava o vício do jogo. Claro que o menino não estava pensando em perder, mas em ganhar a vida com isso, quem sabe ganhar muito dinheiro e até ficar rico, com pouco esforço. Por diversas vezes a experiência lhe ensinou que o jogo não era a sua praia, pois perdia quase sempre.
Foi então, mais uma vez influenciado pela vida do Pai, que era militar, alistar-se como soldado para realizar-se ganhando fama e dinheiro. Revelou-se um valente soldado, dado a sua alta estatura, ou seja, dois metros e dez centímetros. Era chamado até de gigante.
Nos momentos de folga, na vida militar, Camilo alimentava o sonho de realizar-se como jogador de dados. Ganhava dinheiro como soldado e apostava toda sua grana no jogo, na esperança de realizar-se. Quase sempre saia do jogo, bem mais pobre do que quando começou. Não poucas vezes saía carregado de encrencas e frustrações que arrumava no decorrer dos jogos.
Apesar das suas lutas e jogos buscando a realização a sua vida ia ficando vazia e sem sentido. Nas tréguas das guerras e jogos a sua mente olhava para o passado e via particularmente a vida exemplar da mãe. Diante dela e dos seus ensinamentos sentia o vazio e a inutilidade de tudo o que estava fazendo.
Num momento de dificuldade sobre o mar, quando o barco onde viajava estava sendo tragado por uma tempestade, prometeu a Deus que se escapasse com vida iria se tornar sacerdote. Porém, logo que pisou em terra firme esqueceu-se da promessa e continuou a sua vida de aventuras nos jogos e na guerra.
Com essa escolha continuou acumulando decepções e derrotas internas e externas. Internas: perda da saúde e sentindo um vazio cada vez maior.  Externas: perdendo o dinheiro, a espada e, até, a camisa. Finalmente, se viu no estado de mendicância, obrigado a pedir esmola na porta de uma Igreja. Um parente ao vê-lo nesse estágio de humilhação o convidou para trabalhar na construção de um seminário nas redondezas da sua terra. Meio a contragosto aceitou e através desse trabalho Deus foi lhe apontando o verdadeiro caminho de realização pessoal e eclesial.

Meus queridos leitores!  Quantas lutas e decepções para acertar o caminho da realização pessoal, querido por Deus! Parece que ocorre o mesmo com os jovens da atualidade. Creio que os apelos do mundo com as suas aparentes facilidades, o distanciamento da Palavra de Deus e da vida espiritual tem contribuído para essa confusão na juventude, na hora de escolher o caminho da realização. 


Pe. Arlindo Toneta  -  MI
Pároco da Paróquia Nossa Sra. da Boa Esperança
Pinhais - PR